Sio Paulo. Uma megacidade vibrante, desigual, atravessada por beleza e medo.Aqui, a vida cotidiana e marcada por uma pergunta perturbadora: quem tem o direito de matar?Em O consenso da morte, Graham Denyer Willis revela, a partir de tres anos de pesquisa etnografica, como dois atores centrais — a polIcia e o Primeiro Comando da Capital (PCC) — compartilham a autoridade de decidir quem pode morrer, onde e como. Investigadores de homicIdio convivem com a rotina de execuções policiais" " o PCC, com seu rIgido codigo moral e poder organizado, estabelece regras de vida e de morte nas periferias.O resultado e um retrato contundente e surpreendente: uma cidade em que o “consenso sobre o matar†organiza tanto os momentos de paz quanto as explosões de violencia. Mais que uma analise sobre segurança publica, este e um mergulho nas entranhas da politica e da desigualdade urbanas, em um Brasil que fascina e assombra pelo modo como a esperança e a violencia convivem lado a lado.